|
Estrada Real de Minas
O nome "Real" tem suas origens nos
séculos XVII e XVIII, época em que a Coroa Portuguesa extraia ouro
e pedras preciosas e saqueavam de todas as formas as terras e os
povos que aqui viviam. Estrada Real é portanto, o caminho por onde
as riquezas, basicamente ouro e diamantes, eram escoadas até o porto
de Parati ou a cidade do Rio de Janeiro.
Com a descoberta de pedras preciosas na região do Arraial do Tejuco
(hoje Diamantina),
a estrada foi estendida de Vila Rica ao Tejuco, passando pela região
do Serro, Conceição do Mato Dentro (Circuito das Serras e Diamantes).
Atualmente 162 cidades mineiras fazem parte dos caminhos da Estrada
Real, cujo centro geográfico se concentra em Ouro Preto (Circuito
do Ouro).
As vias hoje reunidas sob o nome de Estrada Real foram, assim, fundamentais
na história do povoamento e da colonização de vastas regiões do
território brasileiro, tornando-se verdadeiros eixos histórico-culturais
de construção de parte da nossa história. |
|

Matriz de Nossa Senhora da Conceição
Localização:
Rua Daniel Carvalho, Centro
Matriz construída por iniciativa de
Gabriel Ponce de León que trouxe de
Itu a imagem da padroeira, no início
do século XVIII concluída em 1802
Tombada pelo IPHAN em 1948.
|

Capela de Nossa Senhora
do Rosário dos Pretos
Localização:
Bairro Rosário, Centro
Em 1727, após um incidente ocorrido na Igreja Matriz,
entre brancos e negros, a Irmandade de Nossa senhora do Rosário
dos Pretos decidiu construir sua prórpia capela que contou com
o auxílio da negra jacinta de Barros e doações de Gabriel Ponce
de León.
Tombada pelo IPHAN em 1948.
|
|

Capela de Sant'Anna
Localização:
Bairro de Santana, Centro
Construída em terreno doado por
Gabriel Ponce de León foi inaugurada em 1744.
Com a decadência local da mineração, a capela
ficou abandonada, ruindo quase totalmente.
Entre 1880 e 1886 foi reconstruída.
Em 1955 foram realizados trabalhos
de restauração.
|

Santuário
do Bom Jesus
de Matozinhos
Localização:
Bairro Matozinhos, na colina
D. Frei João da Cruz, bispo do Rio de Janeiro, após uma visita
pastoral ao arraial, sugeriu a construção de um pequeno templo
para a imagem do Cristo Crucificado. Em 1760, a Irmandade do Senhor
do Bom Jesus do Matozinhos decidiu construir uma nova igreja,
aproveitando a primeira capela. O IPHAN tombou em 1762 as obras
de talha quese conservaram. Em 1934, em péssimo estado de conservação,
foi totalmente demolida e substituída por um edifício moderno.
|
|

Sobrado da Prefeitura e
Câmara Municipal
Localização:
R. Daniel de Carvalho, 375
Construída em fins do século XVII, com o objetivo de hospedar
o Governador de Capitania, Bernardo José de Lorena. Em 1892, servia
de instalação ao Paço Municipal e, em 1905, passou por algumas
reformas, a fim de adaptar-se à novafunção. Conforme relatório
do IPHAN de 1955, o sobrado apresenta-se lastimavelmente em ruínas,
mesmo após várias modificações internas e externas.
|

Antiga Casa da Câmara e
Cadeia
Localização:
R. Daniel de Carvalho, 375
Com a elevação de Conceição do Mato Dentro à categoria de vila,
foi necessário construir uma Câmara Municipal. Durante o século
XIX, o sobrado também tinha utilidade como Fórum e Cadeia Pública.
Em 1905, com a transferência da Prefeitura e da Câmara para o
outro local, o prédio continuou a abrigar o Fórum e a Cadeia,
situação que perdurou até 1975. Atualmente é utilizado como sede
de repartições públicas.
|
| 
Colégio São Joaquim
Localização:
R. Daniel de Carvalho, no centro
Embora sejam desconhecidas a época precisa e da construção do
prédio, suas características construtivas e suas pinturas comprovam
sua antiguidade. Em 1905 Dom Joaquim Silvério de Souza, bispo de
Diamantina, adquiriu o conjunto para funcionamento de um colégio
feminino. Inaugurado em 1940 como Asilo ou Instituto São Joaquim,
teve em sua direção um grupo de religiosa italianas. Três anos depois,
tornou-se Escola Estadual São Joaquim de freqüência mista. Apesar
das várias reformas que já sofreu, mantém elementos característicos
da arquitetura colonial.
Foi tombado pelo IPHAN em 1948. |

Chafariz
da Praça Dom Joaquim
Localização:
R. Daniel de Carvalho, no centro
O chafariz em pedra sabão foi inaugurado em 1825, "quarto ano
da inconfidência", como se lê na inscrição gravada na sua base,
substituindo o antigo Pelourinho que ali existe desde 1719. Atualmente,
o tanque está modificado e revestido externamente por pedras. Foi
tombado pelo IPHAN em 1960, e se destaca por seu feitio e originalidade,
como um dos mais belos exemplares do gênero em Minas Gerais. |
|