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Para facilitar o transporte entre o litoral
e a região mineradora, alguns bandeirantes abriram
um caminho ligando Paraty a Ouro Preto chamado de Caminho
Velho. Alguns anos depois, com a expulsão dos
piratas e ladrões do Porto do Rio de Janeiro
e da Ilha Grande, o governo português incentivou
a abertura de uma segunda via: o Caminho Novo, que ligava
o Rio de Janeiro a Ouro Preto. Logo após sua
conclusão, a Coroa Portuguesa transferiu parte
de sus registros para este caminho e decretou ilegal
a utilização do Caminho Velho. O terceiro
Caminho, o dos Diamantes, entre Ouro Preto e Diamantina,
destacou-se a partir de 1729 com a descoberta das pedras
na região.
Pouco se sabe sobre os povos indígenas
que habitaram as terras de Conceição do
Mato Dentro antes da chegada das primeiras bandeiras
de exploração e colonização,
registradas pelos sertanistas Gaspar Soares, Manoel
Correa de Paiva e Gabriel Ponce de León, que
seguiram itinerário ¨mato-a-dentro¨,
a presença e a luta contra os índios botocudos
e sua ¨flechas ervadas¨.
As terras onde os bandeirantes entrincheiraram
contra os ataques indígenas possuíam as
mais ricas lavras de ouro de toda a região. Nas
areias do minúsculo Rio Cuiabá, Gabriel
Ponce de León encontrou de uma só bateada
cerca de 20 oitavas de ouro. Em pouco tempo o local
estava repleto de cabanas. Por ordem de Gabriel Ponce
de León, em 8 de dezembro de 1702, iniciou a
construção de uma capela, dedicada a Nossa
Senhora da Conceição.
Com sua diversidade climática,
geografia e étnica, a Estrada Real foi sendo
construída como um dos roteiros mais plurais
do país. São 198 municípios com
características próprias que fazem dela
um lugar único e encantador. Quem procura aventura,
gastronomia, cultura e belas paisagens, está
no caminho certo.
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