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Parque Estadual Serra do Intendente
O Parque Estadual Serra do Intendente
onde se localiza a Cachoeira do Tabuleiro está
a apenas 17 km do eixo principal da Estrada Real.
É apontado como um dos maiores
expoentes da biodiversidade do planeta.
A vegetação de transição
(ecônoto) entre a Mata Atlântica, o Cerrado
e os Campos Rupestres propiciou o surgimento de muitas
espécies endêmicas, únicas no lugar.
São mais de 1600 de plantas catalogadas, 37 anfíbios
e répteis, 86 espécies de pássaros
silvestres entre outros.
Desde de junho de 2005 o parque é
núcleo da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço
e isso abre novas perspectivas para a conservação
da biodiversidade aliada ao desenvolvimento econômico
e humano nas paisagens do Estado de Minas Gerais.
É propício à prática
de esportes de aventura como rapel, escalda, base jumping
e, para quem é mais pé no chão,
a caminhada (trekking), lembrando que é necessária
a autorização da Secretária de
Meio Ambiente, Gerente do Parque para praticar estas
atividades no local. O parque possui as maiores cachoeiras
de Minas Gerais e do Brasil com inúmeras quedas
d´água. A sede dispõe de guarita
de controle, estacionamento, área de camping
com banheiros e vestiários, uma estação
de tratamento de esgoto e ainda um Centro de Educação
Ambiental com auditório de 58 lugares para palestras
e treinamentos.
Criado em 2007, o parque uniu a antiga Área de
Proteção Ambiental Serra do Intendente
e o Parque Municipal Ribeirão do Campo. Ele é
formado, em sua maior parte, pelos campos rupestres,
um bioma que tem resistido até agora, com bravura,
aos desmatamentos, incêndios florestais, retirada
de árvores, extração de plantas
ornamentais e de cristais. A vegetação
inclui ainda o Cerrado, fragmentos de Mata Atlântica,
Mata de Galeria e capões.
É preciso disposição e preparo
físico, mas acima de tudo um olhar ecológico
para compreender essa rica biodiversidade e dialogar
com os atores envolvidos com a preservação
do que ainda sobrou desse santuário tão
castigado pela ação depredadora do homem
e seus negócios. Realidade que vem mudando. Alguns
que no passado desmataram, seja pela queimada para fazer
vingar o pasto ou para comercializar madeira, já
estão percebendo a urgência da preservação
e, com a ajuda de entidades civis, já vislumbram
alternativas mais sustentáveis de sobrevivência.
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